A poda verde da atemoia pode ser uma excelente estratégia para o produtor que deseja escalonar a produção, prolongar a colheita e aumentar a rentabilidade da cultura. Em mais uma reportagem do TV Sítio, a equipe esteve em Mogi Mirim, no interior de São Paulo, para mostrar na prática como essa técnica é realizada.
O produtor José Guarnieri, conhecido na região como Guaraná, explica que a poda verde é feita após a poda de produção, realizada normalmente no final do inverno. Segundo ele, a técnica permite obter uma nova safra em uma época em que a fruta costuma atingir preços mais elevados no mercado.
"Quando a colheita acontece depois de setembro ou outubro, a atemoia pode chegar a valer até o dobro do preço em comparação à safra normal", destaca o produtor.
No vídeo, Guaraná mostra quais galhos devem ser removidos, como escolher os ramos mais produtivos e quais cuidados são necessários para manter a boa aeração da planta sem expor os frutos ao excesso de sol, que pode causar queimaduras.
A reportagem também apresenta o sistema de cultivo em consórcio com o abacate, técnicas de raleio para melhorar o calibre das frutas e os principais desafios fitossanitários da cultura, como a antracnose, doença que tem exigido um manejo cada vez mais cuidadoso pelos produtores.
Outro destaque é o uso de galinhas-dangola no pomar como forma de controle biológico natural de pragas, principalmente dos besouros responsáveis pela broca, uma das principais ameaças à atemoia e ao abacate.
Se você cultiva atemoia ou pretende investir nessa fruta, esta reportagem traz orientações práticas e valiosas para melhorar a produtividade e obter melhores resultados econômicos na propriedade.