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Poda e cultivo da manga maçã

  • 16/03/2026
  • Variedade ainda pouco conhecida no Brasil conquista consumidores pelo sabor e exige manejo adequado de poda para garantir produtividade e facilitar a colheita

A manga é uma das frutas mais populares do Brasil, mas algumas variedades ainda são pouco conhecidas do grande público. É o caso da manga maçã, cultivada por produtores no interior paulista e que vem chamando a atenção pelo sabor adocicado, baixa presença de fibras e excelente aceitação no mercado.

 

Em uma propriedade rural localizada em Mogi Mirim, o produtor José Guarnieri vem apostando nessa variedade e explica que, uma vez experimentada, muitos consumidores passam a preferi-la em relação às mangas mais tradicionais.

 

Segundo o produtor, as mudas começaram a produzir logo no segundo ano após o plantio, com plantas que chegaram a render mais de 15 quilos de fruta na primeira safra. A colheita ocorre normalmente entre novembro e janeiro.

 

Importância da poda

 

Um dos manejos mais importantes para a cultura é a poda, realizada logo após a colheita. Esse processo estimula o surgimento de novos brotos, que precisam crescer e amadurecer para formar as flores da safra seguinte.

 

Sem a poda, as mangueiras podem atingir alturas muito grandes, chegando facilmente a mais de seis metros. Isso dificulta tanto a colheita quanto os tratos culturais do pomar.

 

Por isso, o produtor mantém as plantas com altura mais controlada, adotando o sistema de condução em taça. Nesse modelo, o centro da copa é aberto para permitir maior entrada de luz e ventilação, enquanto os ramos principais são distribuídos ao redor da planta.

 

Cada mangueira é formada com quatro pernadas principais e, em cada uma delas, são mantidos três galhos mais vigorosos. Durante a poda, também são retirados ramos finos e pouco produtivos, além de cortes estratégicos nos pontos de brotação para estimular o desenvolvimento equilibrado da copa.

 

Produção estratégica no Sudeste

 

No estado de São Paulo, produzir manga exige estratégia. Grande parte da manga consumida no país vem do Nordeste, especialmente da região do Vale do São Francisco, onde a produção ocorre praticamente o ano todo.

 

Para competir nesse cenário, produtores paulistas buscam variedades diferenciadas e nichos de mercado que valorizem o sabor e a qualidade da fruta.

 

Consórcio com fruta exótica

 

Na propriedade visitada, o cultivo da manga também faz parte de um sistema de consórcio com outra fruta ainda pouco conhecida no Brasil: o achachairu, espécie originária da Bolívia e parente do bacupari.

 

Enquanto o achachairu leva cerca de oito anos para iniciar a produção, a manga funciona como cultura intermediária, permitindo aproveitar melhor a área e gerar renda durante os primeiros anos do pomar.

 

O espaçamento utilizado é de seis metros entre linhas e cinco metros entre plantas. No futuro, quando o achachairu começar a produzir de forma comercial, a manga poderá ser retirada gradualmente da área.

 

Além da estratégia de cultivo, o produtor reforça que colher a manga no ponto ideal de maturação faz toda a diferença na qualidade final da fruta. Colhida diretamente no pé, madura e pronta para consumo, a manga maçã revela um sabor intenso e equilibrado, que tem conquistado cada vez mais consumidores.

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