No início do período de frutificação da seriguela, uma prática simples pode transformar completamente o resultado da produção. Em mais um conteúdo técnico no campo, o TV Sítio conversou com o produtor Henrique Losqui para mostrar quais manejos são decisivos nesta fase da cultura.
Após a poda, já demonstrada anteriormente pelo TV Sítio junto com Roberto Losqui, a planta entra em fase de floração e, em seguida, frutificação. É nesse momento que começa um dos pontos mais importantes do manejo: a retirada estratégica das primeiras folhas e dos ramos mal posicionados. Segundo o produtore, o excesso de vegetação fecha a planta, aumenta a umidade interna e favorece a entrada de fungos, além de dificultar os tratos culturais.
A recomendação é realizar a limpeza entre outubro e início de dezembro, direcionando a energia da planta para o desenvolvimento dos frutos. Diferente de outras frutíferas, a seriguela tolera bem essa retirada de folhas nessa fase específica, o que contribui para frutos mais vistosos e de melhor qualidade.
Outro ponto essencial é o controle preventivo de pragas e doenças. Durante a floração, o principal cuidado é com o tripes, inseto que pode riscar e deformar os frutos ainda pequenos. Também são realizadas aplicações preventivas contra fungos e reforço nutricional com cálcio, visando o engrossamento da casca.
Com a chegada do período chuvoso, a atenção se volta à ventilação interna da planta. A chamada retirada de “chupões” (ramos muito vigorosos que surgem principalmente após podas mais drásticas) ajuda a manter o equilíbrio vegetativo e produtivo, garantindo que a força da planta seja direcionada aos frutos.
Na propriedade visitada, a expectativa média é de cerca de 30 quilos por planta, variando conforme o porte e o manejo adotado. A colheita ocorre a partir de fevereiro, com frutos maduros no pé, prontos para o consumo.
O vídeo mostra na prática cada etapa desse manejo e reforça que, na seriguela, técnica e timing são determinantes para alcançar produtividade e qualidade.